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Reciclagem é um conjunto de técnicas que tem por finalidade
aproveitar os detritos e reutiliza-los no ciclo de produção de que saíram. E
o resultado de uma série de atividades, pela qual materiais que se tornariam
lixo, ou estão no lixo, são desviados, coletados, separados e processados
para serem usados como matéria-prima na manufatura de novos produtos.
Reciclagem é um termo originalmente utilizado para indicar o
reaproveitamento (ou a reutilização) de um polímero no mesmo processo em
que, por alguma razão foi rejeitado.
Reciclar outro termo usado é na verdade fazer a reciclagem.
O retorno da matéria-prima ao ciclo de produção é denominado reciclagem,
embora o termo já venha sendo utilizado popularmente para designar o
conjunto de operações envolvidas. O vocábulo surgiu na década de 1970,
quando as preocupações ambientais passaram a ser tratadas com maior rigor,
especialmente após o primeiro choque do petróleo, quando reciclar ganhou
importância estratégica. As indústrias recicladoras são também chamadas
secundárias, por processarem matéria-prima de recuperação. Na maior parte
dos processos, o produto reciclado é completamente diferente do produto
inicial.
Como Reciclar
Com a colaboração do consumidor, podemos facilitar ainda mais
o processo de reciclagem. A reciclagem do material é muito importante, não
apenas para diminuir o acúmulo de dejetos, como também para poupar a
natureza da extração inesgotável de recursos. Veja como fazer a coleta
seletiva e dar a sua parcela de contribuição na preservação do meio
ambiente.
Passo a passo:
1) Procure o programa organizado de coleta de seu
município ou uma instituição, entidade assistencial ou catador que colete o
material separadamente. Veja primeiro o que a instituição recebe. Não
adianta separar, por exemplo: plástico, se a entidade só recebe papel.
2) Para uma coleta de maneira ideal, separe os resíduos em não-recicláveis e
recicláveis e dentro dos recicláveis separe papel, metal, vidro e plástico.
3) Veja exemplo de materiais recicláveis:
a) Papel: jornais, revistas, formulários contínuos, folhas de escritório,
caixas, papelão, etc.
b) Vidros: garrafas, copos, recipientes.
c) Metal: latas de aço e de alumínio’, clipes, grampos de papel e de cabelo,
papel alumínio.
d) Plástico: garrafas de refrigerantes e água, copos, canos, embalagens de
material de limpeza e de alimentos, sacos.
4) Escolha um local adequado para guardar os recipientes com os recicláveis
até a hora da coleta. Antes de guardá-los, limpe-os para retirar os resíduos
e deixe-os secar naturalmente. Para facilitar o armazenamento, você pode
diminuir o volume das embalagens de plástico e alumínios amassando-as. As
caixas devem ser guardadas desmontadas.
Atenção
Os objetos reciclados não serão transformados nos mesmos
produtos. Por exemplo, garrafas recicláveis não serão transformadas em
outras garrafas, mas em outros materiais, como solados de sapato.
Porque Reciclar
o A quantidade de lixo produzida diariamente por um ser
humano é de aproximadamente 5 Kg.
o Se somarmos toda a produção mundial, os números são assustadores.
o Só o Brasil produz 240 000 toneladas de lixo por dia.
o O aumento excessivo da quantidade de lixo se deve ao aumento do poder
aquisitivo e pelo perfil de consumo de uma população. Além disso, quanto
mais produtos industrializados, mais lixo é produzido, como embalagens,
garrafas,etc.
Tipos de lixo
o Doméstico (alimentos);
o Industrial (carvão mineral, lixo químico, fumaças, etc.);
o Agrícola (esterco, fertilizantes, etc.);
o Hospitalar;
o Materiais Radioativos (indústria, medicina, etc.);
o Tecnológico (TV, rádios, etc.)
Em torno de 88% do lixo doméstico vai para o aterro
sanitário. A fermentação produz dois produtos: o chorume e o gás metano.
Menos de 3% do lixo vai para as usinas de compostagem (adubo).
O lixo hospitalar, por exemplo, deve ir para os incineradores.
Apenas 2% do lixo de todo o Brasil é reciclado!
Por quê?
Porque reciclar é 15 vezes mais caro do que jogar o lixo em
aterros.
Nos países desenvolvidos como a França e Alemanha, a iniciativa privada é
encarregada do lixo. Fabricantes de embalagens são considerados responsáveis
pelo destino do lixo e o consumidor também tem que fazer sua parte. Por
exemplo, quando uma pessoa vai comprar uma pilha nova, é preciso entregar a
usada.
Uma garrafa plástica ou vidro pode levar 1 milhão de anos para decompor-se.
Uma lata de alumínio, de 80 a 100 anos. Porém todo esse material pode ser
reaproveitado, transformando-se em novos produtos ou matéria prima, sem
perder as propriedades.
Separando todo o lixo produzido em residências, estaremos evitando a
poluição e impedindo que a sucata se misture aos restos de alimentos,
facilitando assim seu reaproveitamento pelas indústrias. Além disso,
estaremos poupando a meio ambiente e contribuindo para o nosso bem estar no
futuro, ou você quer ter sua água racionada, seus filhos com sede, com
problemas respiratórios.
Algumas Vantagens
Cada 50 quilos de papel usado, transformado em papel novo,
evita que uma árvore seja cortada. Pense na quantidade de papel que você já
jogou fora até hoje e imagine quantas árvores você poderia ter ajudado a
preservar.
Cada 50 quilos de alumínio usado e reciclado, evita que sejam extraídos do
solo cerca de 5.000 quilos de minério, a bauxita. Quantas latinhas de
refrigerantes você já jogou até hoje?
Com 1 quilo de vidro quebrado, faz-se exatamente um quilo de vidro novo. E a
grande vantagem do vidro é que ele pode ser reciclado infinitas vezes.
Agora imagine só os aterros sanitários: quanto material que está lá,
ocupando espaço, e poderia ter sido reciclado!
Economia de energia e matérias-primas. Menos poluição do ar, da água e do
solo.
Melhora a limpeza da cidade, pois o morador que adquire o hábito de separar
o lixo, dificilmente o joga nas vias públicas.
Gera renda pela comercialização dos recicláveis.
Diminui o desperdício.
Gera empregos para os usuários dos programas sociais e de saúde da
Prefeitura.
Dá oportunidade aos cidadãos de preservarem a natureza de uma forma
concreta, tendo mais responsabilidade com o lixo que geram.
Onde Reciclar
No Brasil existem unidades industriais com capacidade
instalada para reciclar resíduos, e qualquer outro material que possa ser
reciclado. Distribuídas de norte a sul do país, estas unidades são empresas
transformadoras de matérias-primas, fabricantes de embalagens, retomadores e
recicladores.
O que Reciclar
Temos diversos tipos de materiais, que podem ser reciclados,
devemos tomar cuidado, pois alguns materiais existentes não podem ser
reciclados.
Saiba o que pode e o que não pode ser reciclado:
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Não-Reciclável também chamado de Rejeitos
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formulários de computador
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lata de folha de flandres (lata de óleo, salsicha, leite em
pó, etc.)
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garrafas de vários formatos
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lâmpadas, cerâmica, porcelana, tubos de TV, gesso
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embalagem de refrigerante
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embalagem de material de limpeza
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Reciclar Papel
Significa fazer papel empregando como matéria-prima papéis, cartões,
cartolinas e papelões, provenientes de:
Rebarbas geradas durante os processos de fabricação destes materiais, ou
de sua conversão em artefatos, ou ainda geradas em gráficas;
Artefatos destes materiais pré ou pós-consumo
Atualmente, a matéria-prima vegetal mais utilizada na fabricação do
papel é a madeira, embora outras também possam ser empregadas. Estas
matérias-primas são hoje processadas química ou mecanicamente, ou por
uma combinação dos dois modos, gerando como produto o que se denomina de
pasta celulósica, que pode ainda ser branqueada, caso se deseje uma
pasta de cor branca. A pasta celulósica, branqueada ou não, nada mais é
do que as fibras celulósicas liberadas, prontas para serem empregadas na
fabricação do papel.
A pasta celulósica também pode prover do processamento do papel, ou
seja, da reciclagem do papel. Neste caso, os papéis coletados para esse
fim recebem o nome de aparas. O termo apara surgiu para designar as
rebarbas do processamento do papel em fábricas e em gráficas e passou a
ter uma abrangência maior, designando, como já foi dito, todos os papéis
coletados para serem reciclados.
As aparas provém de atividades comerciais, e em menor quantidade de
residências e de outras fontes, como instituições e escolas.
As aparas de papel podem ser recolhidas por um sistema de coleta
seletiva, ou por um sistema comercial, utilizado há anos, que envolve o
catador de papel e o aparista.
Hoje, a força que propulsiona a reciclagem de papel ainda é econômica,
mas o fator ambiental tem servido também como alavanca.
A preocupação com o meio ambiente criou uma demanda por "produtos e
processos amigos do meio ambiente" e reciclar papel é uma forma de
responder a esta demanda.
Assim, os principais fatores de incentivo à reciclagem de papel, além
dos econômicos, são: a preservação de recursos naturais (matéria-prima,
energia e água), a minimização da poluição e a diminuição da quantidade
de lixo que vai para os aterros. Dentre estes, certamente o último é o
que tem tido maior peso nos países que adotam medidas legislativas em
prol da reciclagem.
Reciclar Plástico
Plásticos são artefatos fabricados a partir de resinas (polímeros),
geralmente sintéticas e derivadas do petróleo.
Quando o lixo é depositado em lixões, os problemas principais
relacionados ao material plástico provêm da queima indevida e se
controle. Quando a disposição é feita em aterros, os plásticos
dificultam sua compactação e prejudicam a decomposição dos materiais
biologicamente degradáveis, pois criam camadas impermeáveis que afetam
as trocas de líquidos e gases gerados no processo de biodegradação da
matéria orgânica.
Sendo assim, sua remoção, redução ou eliminação do lixo são metas que
devem ser perseguidas com todo o empenho. A separação de plásticos do
restante do lixo traz uma série de benefícios à sociedade, como, por
exemplo, o aumento da vida útil dos aterros, geração de empregos,
economia de energia, etc.
Divisão dos Plásticos
Os plásticos são divididos em duas categorias importantes: termofixos e
termoplásticos.
Os termofixos, que representam cerca de 20% do total consumido no país,
são plásticos que , uma vez moldados por um dos processos usuais de
transformação, não podem mais sofrer mais novos ciclos de processamento
pois não fundem novamente, o que impede nova moldagem.
Os termoplásticos, mais largamente utilizados, são materiais que podem
ser reprocessados várias vezes pelo mesmo ou por outro processo de
transformação. Quando submetidos ao aquecimento a temperaturas
adequadas, esses plásticos amolecem, fundem e podem ser novamente
moldados. Como exemplos, podem ser citados: polietileno de baixa
densidade (PEBD); Polietileno de alta densidade (PEAD); poli(cloreto de
vinila) (PVC); poliestireno (PS); polipropileno (PP); poli(tereftalato
de etileno) (PET); poliamidas (náilon) e muitos outros.
Identificação dos Tipos de Plásticos
Essa metodologia é baseada em algumas características físicas e de
degradação térmica dos plásticos.
POLIETILENOS DE BAIXA E DE
ALTA DENSIDADE
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- Baixa densidade (flutuam na água);
- Amolecem à baixa temperatura (PEBD = 85°C; PEAD =
120°C);
- Queimam como vela, liberando cheiro de parafina;
- Superfície lisa e "cerosa".
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- Baixa densidade (flutuam na água);
- Amolece à baixa temperatura (150°C);
- Queima como vela, liberando cheiro de parafina;
- Filmes, quando apertados nas mãos, fazem barulho
semelhante ao celofane.
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- Alta densidade (afunda na água);
- Amolece à baixa temperatura (80°C);
- Queima com grande dificuldade, liberando um cheiro
acre de cloro;
- É solubilizado com solventes (cetonas).
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- Alta densidade (afunda na água);
- Quebradiço;
- Amolece à baixa temperatura (80 a 100°C);
- Queima relativamente fácil, liberando fumaça preta com
cheiro de "estireno";
- É afetado por muitos solventes.
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POLI (TEREFTALATO DE ETILENO)
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- Alta densidade (afunda na água);
- Muito resistente;
- Amolece à baixa temperatura (80°C);
- Utilizado no Brasil em embalagens de refrigerantes
gasosos, óleos vegetais, água mineral, etc.
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Reciclagem primária ou pré-consumo. É a
conversão de resíduos plásticos por tecnologia
convencionais de processamento em produtos com
caraterísticas de desempenho equivalentes às daqueles
produtos fabricados a partir de resinas virgens. A
reciclagem pré-consumo é feita com os materiais
termoplásticos provenientes de resíduos industriais, os
quais são limpos e de fácil identificação, não
contaminados por partículas ou substâncias estranhas.
Reciclagem secundária ou pós-consumo:
É a conversão de resíduos plásticos de lixo por um
processo ou por uma combinação de operações. Os
materiais que se inserem nesta classe provêm de lixões,
sistemas de coleta seletiva, sucatas, etc. são
constituídos pelos mais diferentes tipos de material e
resina, o que exige uma boa separação, para poderem ser
aproveitados.
Reciclagem terciária:
É a conversão de resíduos plásticos em produtos químicos
e combustíveis, por processos termoquímicos (pirólise,
conversão catálica). Por esses processos, os materiais
plásticos são convertidos em matérias-primas que podem
originar novamente as resinas virgens ou outras
substâncias interessantes para a indústria, como gases e
óleos combustíveis.
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Reciclar Metais
Os metais são materiais de elevada durabilidade, resistência mecânica e
facilidade de conformação, sendo muito utilizados em equipamentos,
estruturas e embalagens em geral.
Quanto à sua composição, os metais são classificados em dois grande
grupos: os ferrosos (compostos basicamente de ferro e aço) e os
não-ferrosos. Essa divisão justifica-se pela grande predominância do uso
dos metais à base de ferro, principalmente o aço.
Entre os metais não-ferrosos, destacam-se o alumínio, o cobre e suas
ligas (como latão e o bronze), o chumbo, o níquel e o zinco. Os dois
últimos, junto como o cromo e o estanho, são mais empregados na forma de
ligas com outros metais, ou como revestimento depositado sobre metais,
como, por exemplo, o aço.
A grande vantagem da reciclagem de metais é evitar as despesas da fase
de redução do minério a metal. Essa fase envolve um alto consumo de
energia, e requer transporte de grandes volumes de minério e instalações
caras, destinadas à produção em grande escala.
Embora seja maior o interesse na reciclagem de metais não-ferrosos,
devido ao maior valor de usa sucata, é muito grande a procura pela
sucata de ferro e de aço, inclusive pelas usinas siderúrgicas e
fundições.
A sucata é matéria-prima das empresas produtoras de aço que não contam
como o processo de redução, e que são responsáveis por cerca de 20% da
produção nacional de aço. A sucata representa cerca de 40% do total de
aço consumido no País, valor próximo aos valores de outros países, como
os Estados Unidos, onde atinge 50% do total da produção. Ressalta-se que
o Brasil exporta cerca de 40% da sua produção de aço.
É importante, ainda, observar que a sucata pode, sem maiores problemas,
ser reciclada mesmo quando enferrujada. Sua reciclagem é também
facilitada pela sua simples identificação e separação, principalmente no
caso da sucata ferrosa, em que se empregam eletroímãs, devido às suas
propriedades magnéticas. Através deste processo é possível retirar até
90% do metal ferroso existente no lixo (IBS, 1994).
Reciclar Vidro
O
vidro é obtido pela fusão de componentes inorgânicos a altas
temperaturas, e resfriamento rápido da massa resultante até um estado
rígido, não-cristalino.
O processo de produção do vidro do tipo sodacal utiliza como
matérias-primas, basicamente, arreia, barrilha, calcário e feldspato. Um
procedimento comum do processo é adicionar-se à mistura das
matérias-primas cacos de vidro gerados internamente na fábrica ou
adquiridos, reduzindo sensivelmente os custos de produção.
O vidro é um material não-poroso que resiste a temperaturas de até 150°C
(vidro comum) sem perda de suas propriedades físicas e químicas. Esse
fato faz com que os produtos possam ser reutilizados várias vezes para a
mesma finalidade.
A reciclagem de vidro significa enviar ao produtos de embalagens o vidro
usado para que este seja reutilizado como matéria-prima para a produção
de novas embalagens.
O vidro é 100% reciclável, não ocorrendo perda de material durante o
processo de fusão. Para cada tonelada de caco de vidro limpo, obtém-se
uma tonelada de vidro novo. Além disso, cerca de 1,2 tonelada de
matéria-prima deixa de ser consumida.
Além da redução do consumo de matérias-primas retiradas da natureza, a
adição do caco à mistura reduz o tempo de fusão na fabricação do vidro,
tendo como conseqüência uma redução significativa no consumo energético
de produção. Também proporciona a redução de custos de limpeza urbana e
diminuição do volume do lixo em aterros sanitários.
Reciclar Pneus
Os pneus usados podem ser reutilizados após sua recauchutagem. Esta
consiste na remoção por raspagem da banda de rodagem desgastada da
carcaça e na colocação de uma nova banda. Após a vulcanização, o pneu
"recauchutado" deverá ter a mesma durabilidade que o novo. A economia do
processo favorece os pneus mais caros, como os de transporte (caminhão,
ônibus, avião), pois neste segmentos os custos são melhor monitorados.
Há limites no número de recauchutagem que um pneu suporta sem afetar seu
desempenho. Assim sendo, mais cedo ou mais tarde, os pneus são
considerados inservíveis e descartados.
Os pneus descartados podem ser reciclados ou reutilizados para diversos
fins. Neste caso, são apresentadas, a seguir, várias opções:
Na engenharia civil:
O uso de carcaças de pneus na engenharia civil envolve diversas soluções
criativas, em aplicações bastante diversificadas, tais como, barreira em
acostamentos de estradas, elemento de construção em parques e
playgrounds, quebra-mar, obstáculos para trânsito e, até mesmo, recifes
artificiais para criação de peixes.
Na regeneração da borracha:
O processo de regeneração de borracha envolve a separação da borracha
vulcanizada dos demais componentes e sua digestão com vapor e produtos
químicos, tais como, álcalis, mercaptanas e óleos minerais. O produto
desta digestão é refinado em moinhos até a obtenção de uma manta
uniforme, ou extrudado para obtenção de material granulado.
A moagem do pneu em partículas finas permite o uso direto do resíduo de
borracha em aplicações similares às da borracha regenerada.
Na geração de energia
O poder calorífico de raspas de pneu eqüivale ao do óleo combustível,
ficando em torno de 40 Mej/kg. O poder calorífico da madeira é por volta
de 14 Mej/kg.
Os pneus podem ser queimados em fornos já projetados para otimiza a
queima. Em fábricas de cimento, sua queima já é uma realidade em outros
países. A Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP) informa que
cerca de 100 milhões de carcaças de pneus são queimadas anualmente nos
Estados Unidos com esta finalidade, e que o Brasil já está
experimentando a mesma solução.
No asfalto modificado com borracha
O processo envolve a incorporação da borracha em pedaços ou em pó.
Apesar do maior custo, a adição de pneus no pavimento pode até dobrar a
vida útil da estrada, porque a borracha confere ao pavimento maiores
propriedades de elasticidade ante mudanças de temperatura. O uso da
borracha também reduz o ruído causado pelo contato dos veículos com a
estrada. Por causa destes benefícios, e também para reduzir o
armazenamento de pneus velhos, o governo americano requer que 5% do
material usado para pavimentar estradas federais seja de borracha moída.
Reciclar Entulho
Entulho é o conjunto de fragmentos ou restos de tijolo, concreto,
argamassa, aço, madeira, etc., provenientes do desperdício na
construção, reforma e/ou demolição de estruturas, como prédios,
residências e pontes.
O entulho de construção compõe-se, portanto, de restos e fragmentos de
materiais, enquanto o de demolição é formado apenas por fragmentos,
tendo por isso maior potencial qualitativo, comparativamente ao entulho
de construção.
O processo de reciclagem do entulho, para a obtenção de agregados,
basicamente envolve a seleção dos materiais recicláveis do entulho e a
trituração em equipamentos apropriados.
Os resíduos encontrados predominantemente no entulho, que são
recicláveis para a produção de agregados, pertencem a dois grupos:
Grupo I - materiais compostos de cimento, cal, areia e brita: concretos,
argamassa, blocos de concreto.
Grupo II - materiais cerâmicos: telhas, manilhas, tijolos, azulejos.
Grupo III - materiais não-recicláveis: solo, gesso, metal, madeira,
papel, plástico, matéria orgânica, vidro e isopor. Desses materiais,
alguns são passíveis de serem selecionados e encaminhados para outros
usos. Assim, embalagens de papel e papelão, madeira e mesmo vidro e
metal podem ser recolhidos para reutilização ou reciclagem.
Reciclar Baterias e Pilhas
As pilhas e baterias, quando descartadas em lixões ou aterros
sanitários, liberam componentes tóxicos que contaminam o solo, os cursos
d'água e os lençóis freáticos, afetando a flora e a fauna das regiões
circunvizinhas e o homem, pela cadeia alimentar.
Devido a seus componentes tóxicos, as pilhas podem também afetar a
qualidade do produto obtido na compostagem de lixo orgânico. Além disso,
sua queima em incineradores também não consiste em uma boa prática, pois
seus resíduos tóxicos permanecem nas cinzas e parte deles pode
volatilizar, contaminando a atmosfera.
Os componentes tóxicos encontrados nas pilhas são: cádmio, chumbo e
mercúrio. Todos afetam o sistema nervoso central, o fígado, os rins e os
pulmões, pois eles são bioacumulativos. O cádmio é cancerígeno, o chumbo
pode provocar anemia, debilidade e paralisia parcial, e o mercúrio pode
também ocasionar mutações genéticas.
Considerando os impactos negativos causados ao meio ambiente pelo
descarte inadequado das pilhas e baterias usadas e a necessidade de
disciplinar o descarte e o gerenciamento ambientalmente adequado
(coleta, reutilização, reciclagem, tratamento ou disposição final) de
pilhas e baterias usadas, a Resolução n° 257/99 do CONAMA resolve em seu
artigo primeiro:
"As pilhas e baterias que contenham em suas composições chumbo, cádmio,
mercúrio e seus compostos, necessário ao funcionamento de quaisquer
tipos de aparelhos, veículos ou sistemas, móveis ou fixos, bem como os
produtos eletroeletrônicos que os contenham integrados em sua estrutura
de forma não substituível, após seu esgotamento energético, serão
entregues pelos usuários aos estabelecimentos que as comercializam ou à
rede de assistência técnica autorizada pelas respectivas indústrias,
para repasse aos fabricantes ou importadores, para que estes adotem
diretamente, ou por meio de terceiros, os procedimentos de reutilização,
reciclagem, tratamento ou disposição final ambientalmente adequado".
Simbologias e Cores na Reciclagem
As cores características dos containers apropriados para a coleta
seletiva de lixo:
Até hoje, não se sabe onde e com que critério foi criado o
padrão de cores dos containers utilizados para a coleta seletiva voluntária
em todo o mundo. No entanto, alguns países já reconhecem esse padrão como um
parâmetro oficial a ser seguido por qualquer modelo de gestão de programas
de coleta seletiva.
Existe uma simbologia específica para a reciclagem de plásticos:
No Brasil existe uma norma (NBR 13230) da ABNT - Associação Brasileira de
Normas Técnicas, que padroniza os símbolos que identificam os diversos tipos
de resinas (plásticos) virgens. O objetivo é facilitar a etapa de triagem
dos resíduos plásticos que serão encaminhados à reciclagem. Os tipos são
classificados por números a saber:
1. - PET
2. - PEAD
3. - PVC
4. - PEBD
5. - PP
6. - OS
7. - Outros
Telefone da ABNT para contato: SP - (11) 3016.7070 - RJ -
(21) 3974.2300
O que é Coleta Seletiva?
É um sistema de recolhimento de materiais recicláveis, tais
como papéis, plásticos, vidros, metais e orgânicos, previamente separados na
fonte geradora. Estes materiais são vendidos às indústrias recicladoras ou
aos sucateiros.
As quatro principais modalidades de coleta seletiva são: domiciliar, em
postos de entrega voluntária, em postos de troca e por catadores.
A coleta seletiva domiciliar assemelha-se ao procedimento clássico de coleta
normal de lixo. Porém, os veículos coletores percorrem as residências em
dias e horários específicos que não coincidam com a coleta normal.
A coleta em PEV - Postos de Entrega Voluntária ou em LEV - Locais de Entrega
Voluntária utiliza normalmente contêineres ou pequenos depósitos, colocados
em pontos fixos, onde o cidadão, espontaneamente, deposita os recicláveis.
A modalidade de coleta seletiva em postos de troca se baseia na troca do
material entregue por algum bem ou benefício.
O sucesso da coleta seletiva está diretamente associado aos investimentos
feitos para sensibilização e conscientização da população. Normalmente,
quanto maior a participação voluntária em programas de coleta seletiva,
menor é seu custo de administração. Não se pode esquecer também a existência
do mercado para os recicláveis.
Saiba como fazer Papel Reciclado
O que você precisa:
o papel e água
o bacias: rasa e funda
o balde
o moldura de madeira com tela de nylon ou peneira reta
o moldura de madeira vazada (sem tela)
o liquidificador
o jornal ou feltro
o pano (ex.: morim)
o esponjas ou trapos
o varal e pregadores
o prensa ou duas tábuas de madeira
o peneira côncava (com "barriga")
o mesa
Roteiro:
a) Preparando a polpa:
Pique o papel e deixe de molho durante um dia ou uma noite na bacia rasa,
para amolecer. Coloque água e papel no liquidificador, na proporção de três
partes de água para uma de papel. Bata por dez segundos e desligue. Espere
um minuto e bata novamente por mais dez segundos. A polpa está pronta.
b) Fazendo o papel:
1. Despeje a polpa numa bacia grande, maior que a moldura.
2. Coloque a moldura vazada sobre a moldura com tela. Mergulhe a moldura
verticalmente e deite-a no fundo da bacia.
3. Suspenda-as ainda na posição horizontal, bem devagar, de modo que a polpa
fique depositada na tela. Espere o excesso de água escorrer para dentro da
bacia e retire cuidadosamente a moldura vazada.
4. Vire a moldura com a polpa para baixo, sobre um jornal ou pano.
5. Tire o excesso de água com uma esponja.
6. Levante a moldura, deixando a folha de papel artesanal ainda úmida sobre
o jornal ou morim.
c) Prensando as folhas:
Para que suas folhas de papel artesanal sequem mais rápido e o
entrelaçamento das fibras seja mais firme, faça pilhas com o jornal da
seguinte forma:
1. Empilhe três folhas do jornal com papel artesanal. Intercale com seis
folhas de jornal ou um pedaço de feltro e coloque mais três folhas do jornal
com papel. Continue até formar uma pilha de 12 folhas de papel artesanal.
2. Coloque a pilha de folhas na prensa por 15 minutos. Se não tiver prensa,
ponha a pilha de folhas no chão e pressione com um pedaço de madeira.
3. Pendure as folhas de jornal com o papel artesanal no varal até que sequem
completamente. Retire cada folha de papel do jornal ou morim e faça uma
pilha com elas. Coloque esta pilha na prensa por 8 horas ou dentro de um
livro pesado por uma semana.
d) Efeitos decorativos:
1. Misture à polpa: linha, gaze, fio de lã, casca de cebola ou casca de
alho, chá em saquinho, pétalas de flores e outras fibras.
2. Bata no liquidificador junto com o papel picado: papel de presente, casca
de cebola ou de alho.
3. Coloque sobre a folha ainda molhada: barbante, pedaços de cartolina, pano
de tricô ou crochê. Neste caso, a secagem será natural - não é necessário
pressionar com o pedaço de madeira.
4. Para ter papel colorido: bata papel crepom com água no liquidificador e
junte essa mistura à polpa. Outra opção é adicionar guache ou anilina
diretamente à polpa.
Dicas importantes:
o A tela de nylon deve ficar bem esticada, presa à
moldura por tachinhas ou grampos.
o Reutilize a água que ficar na bacia para bater mais papel no
liquidificador
o Conserve a polpa que sobrar: peneire e esprema com um pano.
o Guarde, ainda molhada (em pote plástico no congelador) ou seca (em saco de
algodão).
o A polpa deve ser ainda conservada em temperatura ambiente.
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